terça-feira, 31 de julho de 2012

Sopro final de Eulália



Como sou pequena.
Hoje vejo que já cresci.
Não para deixar de acreditar em fadas.
Não para perder a sensibilidade.
Tornei-me adulta.
Isso foi quando as pessoas ao meu redor...
Dissiparam-se no tempo.
Concluiram seu ciclo de existência.
Finalizaram sua missão.
Pude notar que não tenho domínio algum de nada.
Sou instrumento de uma força maior.
Força essa que estabelece designios à nossa existência
Até mesmo antes de sermos seres pensantes...

É esquisito...
É doído...
É.
Não há mais o que esperar. Nada mais a cumprir. Nada mais a calar. Nada mais a tentar comunicar. É chegada a hora em que o sopro vital se finda. Façamos o ritual. Choremos e recordemos ao final.

-Sobre quando o céu ganhou uma ancestral querida...

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