Estou presa ao que criei, ela já tem vida dentro de mim, vida fora de mim. Nada mais sou, só vivo, enxergo e vejo minha criação. Agoniza o criador...
Sinto olhos em profundo estado de observação,
Observam meu ser,
Mas nunca o enxergaram,
Apesar de não cansarem de fazê-lo,
Consola-me saber que são incapazes de obter êxito,
Nunca o enxergarão!
Despertei para uma coisa. Me veio que momentos de transição expiram, me inspiram. Talvez seja em busca de inspiração que me exponho a tantas e constantes mudanças. Agora entendo o grande Raul quando nos dizia que preferia ser uma ‘metamorfose ambulante’. Também prefiro, e sempre, até mesmo involuntariamente, socorro-me à mutação para assim viver!
Lívia Portela
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