quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tempo de me ser

Estes são tempos em que dou um tempo. Um amigo um dia me falou que eu não seria a Lua para sempre, não quis acreditar. Hoje penduro a lua no pescoço e a observo do alto da minha pequenez, e vejo que hoje, agora, chegou o tempo em que dou um tempo de ser a Lua! E faço isso para não esquecer que... no fundo ainda sou, ainda me sou, mas não da mesma forma não com toda a intensidade que gostaria, que gosto! Mas dar um tempo é menos que deixar de ser. Então, logo estou de volta, me sendo na mais sublime fase que tenho, voltando a ser e me ser em magnitude, refletindo mas não apenas reagindo. Agindo! Fazendo brilhar noites escuras, sendo o centro do espetáculo durante a metade do pequeno fracionamento do tempo que é o dia. Boa noite boa! A quem é de Boa noite! Olhem o céu, a Lua está a brilhar! Ah... e não esqueçam, eu logo irei voltar!
L.P.

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