segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A ambivalência é infinita

Somos muito cobradas por coerência nas decisões, por caminhar em linha reta, ter postura ereta, apreciar a singularidade, a simetria, a linearidade.

Mas, como ser feliz assim? Se somos lunares, circulares, radiais, ambivalentes, oscilantes... E nisso está nossa alegria de viver, nossa força, nosso poder.

Respeitar nossos ciclos, nossos círculos, é viver em plenitude. Diariamente, escolha ser duas, escute as duas e alimente-as igualmente. Só assim serás completude e resplandecerás luz e felicidade.

Se uma fica fraca, suga a energia da outra e vice-versa, não há como não ser ambivalência, mesmo negando, ocultando, nosso corpo e alma não conseguem não ser, conseguem apenas sobreviver cambaleante, nos levando ao que nos imobiliza, e portanto, não nos satisfaz, nunca.

Afinal, não estaremos vivendo nossa força dual ofertada pela natureza sábia que nos conectou com a Lua e nos fez fortaleza, amorosidade, mansidão e combate.

#MeuMundoDasLetras #MulheresQueCorremComLobos #Manawee 


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