quarta-feira, 15 de novembro de 2017
PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS JOVENS
Tornar-se adulto
Sentir-se cansado e ter o mundo inteiro apontando sua juventude
Sentir-se vazio de humanidade e se vender o dia inteiro por sua finitude
Sentir-se e não sentir se...
Nunca parar, nem mesmo para sentir
Muito menos ouvir.
Sorrir? Quando dá. Quando é.
De Quando em quando.
Sumir? Sempre que dá. Sempre é.
De vez em sempre dá.
Tornar-se e não transformar-se.
Aprender que viver é muito maior que sobreviver.
Aprender o real sentido de sobreviver.
Aprender que errando não se aprende. Se machuca.
Machucar-se de tanto errar e mesmo assim não sentir-se...
Sentir, se vivo?
E vivo?
Nunca mais soube o que é isso.
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