"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem peso da palavra nunca dita, prestes a quem sabe ser dita. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o peso da solidão no meio dos outros."(Clarice Lispector)
E há dias em que, assim como Macabéia, recorro às aspirinas! 'É pra eu parar de me doer, eu me dôo o tempo todo. Dentro, não sei explicar.' E hoje, só a Clarice me entenderia, reabri os olhos nesta manhã de agosto, de desgosto, e senti que me doía como há muito não sentia. Minha alma mortalmente ferida! E não sei se aspirinas vão resolver. Há também a sede... Tenho sede de viver, acordei sedenta por voar, voar o mais alto que eu conseguisse... Mas, daqui não tenho o impulso suficiente para alçar voo! E me pergunto, o que me resta? Me doer, e definhar sedenta por viver? Por favor, me vê uma aspirina e um copo d'água!
L.P.
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