quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fado


Exponho mais uma vez minha predestinação. Minha destinação, ou a falta dela. Minha vocação para a solidão ou não. Começo a acreditar que no dia que deixar de me enganar, tudo perderá o sentido. Então é isso? Sou destinada ao engano? Minha vocação é enganar-me? Agora, então, me entristeço. Descobri tudo! Nada mais terá sentido, ou ainda, sentido demais! E me pergunto... Qual é mesmo a pergunta? O que se pergunta quando já se tem todas as respostas? Mas, se tem todas as respostas? Sempre acreditei que morreria, sucumbiria sem encontrá-las... E, se fazem tão próximas, óbvias. Tão claras que começo a crer que me engano... não, não são elas... Não é possível... Não tão fácil assim! Portanto, é! Não são! Simplórias, demasiadamente notórias... Assim, posso prosseguir... Afinal, enfim, continuo sem possuí-las!

L.P. - 16.06.11

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